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Amor maior: Como foi adotar não uma, mas duas crianças com necessidades especiais

 
 
Há cerca de um ano, por meio da adoção, duas crianças maravilhosas passaram a fazer parte da nossa família. Já éramos cinco antes dos pequenos Lucas e Luisa chegarem, e eles vieram para provar que realmente amor nunca é demais. Eu, meu marido, José Wilame, e nossos três filhos, Gabriela, Henrique e Luis Felipe, o mais novo, levávamos uma vida tranquila aqui na capital até que, durante uma viagem, nossos destinos se cruzaram e os dois pequenos entraram em nossas vidas.

 

Em junho do ano passado, levamos nosso caçula, portador de Síndrome de Down, para fazer uma série de exames em Boston, EUA. Queríamos ter certeza de que estava tudo bem com sua saúde e seu desenvolvimento, e foi justamente durante a conversa com a médica que conhecemos os sites handofhelpinadoption.orgreecesrainbow.org. Ambos estimulam a conscientização sobre esta causa no mundo todo. Com o Lipe, já conhecíamos a realidade de se ter um bebê com Down, os desafios, os cuidados e alegrias envolvidos. Naquele momento, tivemos contato também com a realidade de milhares de crianças órfãs portadoras de necessidades especiais.

 

No Brasil e no exterior, existem milhares, se não milhões, de crianças portadoras de necessidades especiais que aguardam em silêncio nas filas de adoção. Abandonadas pelos pais, muitas delas vivem em condições difíceis e têm poucas esperanças de encontrar um lar. Essa triste realidade prendeu imediatamente nossa atenção. Sabíamos muito bem o quão especial é um bebê com Down (ou qualquer outra condição), e o quanto o cuidado e o carinho da família são importantes no seu desenvolvimento. Pensar que grande parte delas jamais teria isso em suas vidas nos comoveu profundamente. E mais que isso: nos fez querer agir, fazer algo por elas, compartilhar nosso amor familiar.

 

Decidimos adotar o Lucas, até então chamado de “Owen”. Ficamos fascinados pelo pequeno bebê de olhar sereno que, assim como o Lipe, também é portador de Síndrome de Down. Entramos em contato com o Reece’s Rainbow, viajamos até a Ucrânia, onde ele vivia, e lá tivemos a emoção de conhecê-lo pessoalmente. Em breve ele faria parte da família. Enquanto passávamos pelo processo de adoção, eis que nos surge outra pequena, a Luisa, que no orfanato se chamava “Isabella” e nos conquistou imediatamente.

 

Nascida com uma condição chamada Mielomeningocele, que deixa uma parte da espinha dorsal exposta, ela tinha pouco menos de dois anos e já havia passado sete meses em um orfanato, abandonada pela mãe, além de ter enfrentado procedimentos hospitalares. A adoção era nossa chance de dar (e receber, como logo descobriríamos) muito amor àquela criança. E a Gabriela ainda ganharia uma irmãzinha. Decidimos adotá-la também. Hoje somos sete, e não poderíamos estar mais felizes com a alegria que a dupla nos trouxe.

 

Eles contagiaram a todos nós com seu carisma, transformaram nossas vidas para melhor e uniram ainda mais nossa família. A longa viagem e o processo de adoção não foram nada comparados à essa experiência tão especial que temos com eles. A Gabriela também narrou toda a história neste texto brilhante publicado no Medium (em inglês). Muitas pessoas pensam apenas nas dificuldades que crianças com necessidades especiais trazem e sim, há desafios, mas a felicidade e a realização envolvidas são infinitamente maiores. Elas nos dão ainda mais motivos para celebrar a vida.

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