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José Wilame Rodrigues fala sobre paternidade, adoção e filhos com necessidades especiais

June 16, 2017

 

Paternidade é um tema complexo, ainda mais quando envolve questões como adoção e filhos com necessidades especiais. A figura masculina, o provedor da família, a imagem do “pai ideal” perante a sociedade, e vários outros conceitos relacionados vêm passando por transformações, mas enquanto detalhes mudam e estereótipos são desafiados, a essência do que é ser pai continua.

 

Pai biológico, adotivo, socioafetivo… não importa. Pai é pai. É quem cria, apoia e dá amor. É quem está presente, mesmo quando não pode estar perto. É a referência do que é certo e errado - porque pais também erram, e mesmo seus erros ajudam os filhos a se tornar seres humanos melhores. Independentemente do vínculo biológico ou legal, não há barreiras que o amor paterno não seja capaz de transcender.

 

A história do empresário brasiliense José Wilame Araujo Rodrigues é prova disso. Ao lado da esposa, Beatriz do Prado Rodrigues, José Wilame cria cinco filhos, três consanguíneos e dois adotados. Todos amados ao máximo. Sua experiência como pai em uma família tão plural e ao mesmo tempo tão unida esclarece o tema e dá ótimos exemplos para pais em situação semelhante. A jornada envolve desafios e responsabilidades, sim, mas também traz inúmeros motivos de orgulho e alegria.

 

Os desafios

 

Pais que pensam em adotar, que estão prestes a ter filhos com necessidades especiais ou até mesmo que, como o empreendedor, pensam em dar um lar a crianças com deficiência podem ter dúvidas acerca da missão que os aguarda. Que tipos de desafios vou enfrentar? Serei capaz de amar genuinamente meu filho adotado? Como posso dar um futuro melhor a este pequeno ser que mal conhece a vida mas já sofreu tanto?

 

São receios e indagações comuns, mas que José Wilame responde como só alguém com uma história como a sua poderia: “Nunca me preocupei se haveria diferença entre amar um filho biológico e um filho adotivo”, diz, “e a confirmação veio após a chegada do Lucas e da Luisa. Não há como explicar, parece que nasceram na nossa família e é assim que os vemos”.

 

Lucas e Luisa se uniram, por meio da adoção, aos três filhos biológicos do casal, Gabriela, Henrique e Luis Felipe. O último nasceu com Síndrome de Down, como conta o empresário: “Na nossa idade já era uma possibilidade, mas a gente nunca acha que vai acontecer... À princípio existia a chance do bebê nascer com síndromes mais graves, como Trissomia do 13 ou do 18”.

 

Após a realização da amniocentese (um tipo de exame pré-natal), José Wilame e Beatriz receberam a notícia a condição do caçula, o que não abalou de forma alguma a expectativa pelo novo membro da família. “Após a amniocentese, descobrir que ele nasceria com Síndrome de Down na verdade foi um alívio”, explica o pai. Com o apoio do obstetra Dr. Guaraci Beleza e do pediatra Dr. Dennis Burns, o casal passou a estudar a trissomia e usou o conhecimento e o amor para vencer o medo e dar o melhor ao pequeno.

 

Adoção e responsabilidade

 

Mesmo com um bebê recém-nascido portador de necessidades especiais, José Wilame encarou ao lado da esposa e três filhos um novo desafio: a adoção. “Após o nascimento do Luis Felipe, começamos a pensar na ideia de adotar uma criança para crescerem juntos”, conta, “tínhamos um perfil escolhido para este caso, tinha que ser menino e o mais importante: também tinha que ser portador de Síndrome de down”.

 

A adoção do Lucas ainda levou o empresário e a família a conhecerem a pequena Luisa (portadora de espinha bífida), que também acabou se juntando ao lar. A capacidade de unir os recém-chegados e os filhos biológicos sob o mesmo amor incondicional é prova do que a paternidade pode conquistar. “A decisão pela adoção da Luisa aconteceu ao longo do processo de adoção do Lucas e está sendo uma experiência incrível criar três bebês ao mesmo tempo”, diz o empresário.

 

Mas ele lembra que adoção é um ato que requer muita responsabilidade e envolve todo um procedimento legal (veja nosso roteiro para adoção). É preciso tomar a decisão com plena consciência - e zero preconceito. “Adoção é doação” explica José Wilame, “Você tem que pensar primeiramente na criança, nas necessidades dela. No que você pode oferecer a ela e o quanto você está disposto a se dedicar, pois sendo portadora de necessidades especiais vai exigir mais de você como pai”.

 

Orgulho, alegria e aprendizado

 

Mas se existem desafios e responsabilidades envolvidas na adoção, na criação de crianças com necessidades especiais e na paternidade em si, há um orgulho e felicidade ainda maiores aguardando os pais capazes de amar e apoiar estes filhos.

 

E ainda há o aprendizado. Sim. Pai ensina, mas também aprende. Quer um exemplo maior disso do que pequenas crianças capazes de surpreender a todos pela força de vontade e serenidade? “A Luisa, apesar dos problemas de saúde, está sempre feliz e se esforça muito para andar” conta o José Wilame, “ tenho um orgulho enorme da força que ela tem, e o Lucas tem um olhar humilde que me encanta”. É uma relação de aprendizagem e evolução mútua.

 

O principal é que, mesmo com as diferentes origens e condições de seus filhos, o empresário e sua esposa mantêm a unidade da família. Não há diferença entre os filhos, não há barreira nem limites para o amor compartilhado entre eles.

 

Como todo pai, José Wilame espera o melhor para os cinco filhos, sem distinção. Espera e, mais importante ainda, acredita. “Quero e me esforço para oferecer o melhor aos meus cinco filhos, educação inclusiva já faz parte de suas vidas. Quero que eles tenham a oportunidade de se formarem em uma boa universidade, que sejam felizes e independentes”, completa o empreendedor, “E o mais importante, que vivam sem preconceito”.

 

 

 

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