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Os benefícios do esporte para crianças com Síndrome de Down

October 16, 2017

Já falamos aqui sobre a importância de estimular o físico e o emocional de crianças com Síndrome de Down desde cedo. Após essa fase inicial, elas ainda têm outro grande aliado durante o desenvolvimento: o esporte. Os benefícios das atividades físicas são enormes, abrangendo corpo e mente. Além disso, promove a inclusão dos pequenos na sociedade. Vamos lá entender por que o esporte faz tão bem para pessoas com a trissomia.

 

Faz bem para o corpo

 

Isso todo mundo sabe, certo? Tanto que vale para todos nós, independentemente da condição genética, mas os benefícios são ainda mais importantes para crianças, jovens e adultos com Down. Isso porque a condição delas traz uma série de dificuldades que o esporte ajuda a amenizar e até mesmo reverter.

 

Uma delas é a coordenação motora, que se desenvolve em ritmo mais lento em indivíduos com síndrome de Down. Os esportes ajudam a desenvolver a noção corporal e espacial, o que se reflete na coordenação e trabalham o equilíbrio e a postura.

 

Atividades esportivas também melhoram a capacidade pulmonar. Durante a prática, o corpo precisa de mais oxigênio, que é distribuído pela circulação do sangue. Por isso exercícios fortalecem o coração e o sistema respiratório. Pessoas com trissomia costumam ter problemas cardíacos e respiratórios congênitos, então é importantíssimo que trabalhem de forma saudável essa questão - e, claro, com acompanhamento, como explicaremos mais a frente.

 

Aliado a uma dieta adequada, o esporte ajuda ainda a combater e prevenir a obesidade. Pessoas com Down são mais propensas a isso, principalmente quando jovens. E as atividades físicas ainda ajudam a reduzir o colesterol “ruim”, que é associado ao excesso de peso. Isso acontece, em parte, devido à flacidez muscular característica das pessoas com SD. É outro ponto que o esporte ajuda: o fortalecimento da tônus muscular, que influencia todo o desenvolvimento e habilidades físicas.

 

Além dos benefícios citados acima, o esporte desenvolve a parte emocional e psicológico, isso é extremamente importante para pessoas com trissomia.

 

Faz bem para a mente

 

Ao praticar esportes, as pessoas compreendem melhor suas capacidades e limitações, o que faz parte da construção da auto-estima e ainda promove a aceitação.

 

Crianças com Down são como qualquer outra criança: elas aprontam de vez em quando! Atividades como artes marciais e esportes em geral desenvolvem a disciplina, ensinando que na vida há momentos de brincar e momentos de se concentrar.

 

Isso entra na formação psicológica e mesmo na formação moral dos pequenos. Obedecer as regras do jogo, respeitar os adversários e ter humildade são valores essenciais que aprendemos com o espírito de fair play dos esportes. Também ensina a lidar com sucessos e frustrações, uma habilidade que vale para a vida toda. E assim desenvolvem também sua força interior, a vontade e a capacidade de superar desafios.

 

Ajuda na socialização e independência

 

“Mente sã em corpo são” é o que diz o ditado, não é? Pois além de promover a saúde do corpo e da mente, o esporte promove ainda a inclusão, e isso é muito valioso para pessoas com trissomia.

 

Seja em esportes coletivos ou individuais, a interação social com colegas e treinadores ajuda os pequenos a desenvolverem suas habilidades sociais. Elas fazem com que eles se sintam parte de algo, permitem que trabalhem por um objetivo comum.

 

Assim, elas fortalecem os vínculos de amizade e as relações de companheirismo e hierarquia que fazem parte de qualquer estrutura social humana, além de aprenderem a resolver conflitos dentro de regras justas e de espírito de respeito.

 

Cuidados especiais

 

Embora seja altamente recomendável, a prática esportiva em pessoas com Down, é importante que alguns cuidados sejam tomados. Primeiro de tudo, os pais precisam descobrir qual tipo de esporte a criança realmente gosta. Ela precisa se encontrar. Estranhar a mudança na rotina é comum em algumas crianças, mas isso não significa que não goste de nenhum esporte. De esportes coletivos como futebol, passando por artes marciais e até esportes mais “radicais” como surfe, e só encontrar a melhor alternativa!

 

Devido às condições genéticas, como propensão a cardiopatias e dificuldades respiratórias, também é importantíssimo que a atividade física seja feita respeitando os limites da criança. Os treinadores precisam ser bastante atentos e bem preparados para encontrar a melhor forma de inserir a criança no esporte.

 

E, finalmente, além da atenção durante as atividades, é preciso também um acompanhamento a médio e longo prazo, para detectar possíveis desvios ortopédicos e outros efeitos indesejados. Nada que impeça pessoas com Down de praticarem exercícios ou diminua os benefícios.

 

Então, o que estamos esperando? Com incentivo e acompanhamento esses pequenos campeões têm tudo para levar uma vida plena, saudável e cheia de conquistas. Com ou sem medalha, a diversão e a saúde estão garantidas!

 

 

 

 

 

 

 

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